21.07.2014

RESENHA: O Diário de Zlata – A vida de uma menina na guerra

O diário de ZlataO diário de Zlata – A vida de uma menina na guerra
Autor: Zlata Filipovich
País: Bósnia e Herzegovina
Editora: Cia das Letras
Mais informações: Skoob
Sinopse: “Zlata tem onze anos e vive em Sarajevo. Mantém um diário, no qual vai registrando seu cotidiano. Mas a guerra eclode na ex-Iugoslávia e irrompe no diário da menina. As preocupações do dia-a-dia desaparecem diante do medo, da raiva, da perplexidade. O universo de Zlata desmorona. “Domingo, 5 de abril de 1992 – Dear Mimmy, Estou tentando me concentrar nos deveres (um livro para ler), mas simplesmente não consigo. Alguma coisa está acontecendo na cidade. Ouvem-se tiros nas colinas. […] Sente-se que alguma coisa vai acontecer, já está acontecendo, uma terrível desgraça.

Resenha: Primeiramente, vamos situar onde a história acontece: Guerra da Bósnia. Foi um conflito armado entre abril de 1992 e dezembro de 1995. A guerra envolveu vários lados. De acordo com numerosos relatos do Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia os países envolvidos no conflito foram a Bósnia e a República Federal da Iugoslávia (Sérvia e Montenegro, mais tarde), bem como a Croácia. A guerra foi causada por uma combinação complexa de fatores políticos e religiosos: o fervor nacionalista, crises políticas, sociais e de segurança que se seguiu ao fim da Guerra Fria e a queda do comunismo na antiga Iugoslávia. E também, devido ao envolvimento dos países vizinhos como a Croácia e a Sérvia e Montenegro; houve longa discussão sobre se o conflito foi uma guerra civil ou uma guerra de agressão. A maioria dos bosníacos, croatas, muitos políticos ocidentais e organizações de direitos humanos alegam que a guerra foi uma guerra de agressão com base no Acordo de Karađorđevo entre os sérvios e croatas, enquanto os sérvios geralmente consideram que se tratou de uma guerra civil.

O diário de Zlata - A vida de uma menina na guerra

Zlata escreve em seu livro experiências que nunca vamos vivenciar: a vida de uma criança durante a guerra. Ela escreve de forma infantil e mesmo assim, é assustador quando ela entra em detalhes de como a vizinhança está ficando com os ataques de bomba. Na metade do diário, Zlata já sabe que sua ‘Dear Mimmy’ será publicado e tem diversas atividades com jornalistas e fotógrafos.

Nessa parte á baixo é uma das que mais me deixou triste.

“Segunda-feira, 2 de agosto de 1993

Dear Mimmy,

Mais jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas. Que escrevem, tiram fotos, filmam, e tudo isso vai para a França, a Itália, o Canadá, o Japão, a Espanha, os Estados Unidos. E você e eu, Mimmy, a gente fica aqui. Fica aqui esperando e, é claro, vendo pessoas.

Me compararam com Anne Frank. E isso me dá medo, Mimmy. Tenho medo de acabar como ela.

Zlata.”

E aí, o que acharam? Comentem! O espaço é de vocês! :*

  • Kelen Neuwirt em 21.07.2014

    Parabéns pela iniciativa, muito bacana sua resenha, há um engano ortográfico que, de modo algum, desmerece o trabalho: "abaixo" seria o correto.
    abraços
    Kelen

    Responder

  • Kelen Neuwirt em 21.07.2014

    Parabéns pela iniciativa, muito bacana sua resenha, há um engano ortográfico que, de modo algum, desmerece o trabalho: "abaixo" seria o correto.
    abraços
    Kelen

    Responder

Translate »