11.02.2015

RESENHA: Lobão – 50 anos a mil

50_ANOS_A_MILLobão 50 anos a mil
Autor: Lobão / Claudio Tognolli
País: Brasil
Editora: Nova Fronteira
Mais informações: Skoob
Sinopse: “50 Anos a Mil” é a explosiva autobiografia de Lobão. Da infância calma no Rio de Janeiro ao Grammy de 2007, passando pelos anos de loucura ao lado de Cazuza e Júlio Barroso, as brigas com gravadoras e a prisão por porte de drogas, o cantor mais polêmico do rock brasileiro conta tudo com surpreendente bom humor. Todos dizem em algum momento da vida: “Isso dá pra escrever um livro.” Lobão, pelo jeito, é um recordista nesse tipo de momento. “50 Anos a Mil”, a autobiografia do músico, é um percurso pela história artística do Brasil a partir dos anos 1960, cheio de humor ácido, tiradas inteligentes e detalhes sórdidos da vida de Lobão… e de muito mais gente.”

Lobão 1

Contra Capa: “Preparem-se porque, a partir de agora, vou contar uma história de amor louca, insólita, humana, demasiadamente humana, imprevisível, improvável, mas bem real: a história da minha vida, que se mesela e se confunde com a da minha geração, do nosso país e de nosso tempo. Não se trata de uma simples narração de um passado longínquo, morto e enterrado, fruto de um devaneio nostálgico. É uma história cheia de vida de intensidade no presente e se projeta em direção ao futuro. Portanto não se enganem: o melhor anda está por vir, pois essa promessa eu fiz aos meus amigos, ao pé de suas lápides. E tenham certeza absoluta de que a cumprirei a risca.”

Lobão 2

Resenha: Se você não sabe quem foi um dos malucos do Rock n Roll do Brasil e que continua vivo, dá um ligue nesse vídeo primeiro.

Já li muitos nomes pejorativos, odiosos, de amor e tudo o que imaginar ligado ao nome de João Luiz Woerdenbag Filho, o Lobão.
Quando li esse livro, o conheci como homem, humano com sentimentos,traumas e deslizes.

Posso dizer que existia Isabela antes e depois de ler esse livro.
Eu era uma daquelas roqueiras que odiava tudo que não fosse rock. Depois desse livro conheci – e me abri- ao saboro Jazz. Depois fui me acostumando com os acalentos dos ritmos brasileiros em meio as guitarras.

Conheci o processo criativo de músicas que já gostava e comecei a gostar mais por causa do momento que Lobão passava, como nessa música aí em cima, Me chama.

Fugir em meio a tiroteio em favelas durante ensaios de escolas de samba, ser vaiado no Rock n Rio, perder amigos como Cazuza…. Com certeza o nome do livro diz tudo para os 50 anos dele.

Cômico, eloquente e sagaz, o livro conta histórias mal contadas – como sempre – por jornalistas. De drogas, prisões e brigas.

A inteligencia desse cara vai além do que você imagina que seja inteligencia.

Recomendo esse livro de olhos fechados.

Lobão 3

Lobão 4

Engraçado o lance que aconteceu com o Lobão no Rock’N’Rio de 1991′. Sofrer uma rejeição cultural. Roqueiros que se julgam os metaleiros odiando as músicas dele só pela mistura maravilhosa que rola nas músicas dele. Quando montam ma banda aqui no Brasil sempre fazem aquela cópia bem porca. CÓPIA DO QUE NÃO É SUA CULTURA. Os brasileiros tem uma mania de cultuar qualquer cultura, menos a própria. Enquanto fora do país é vista como a mais rica e criativa. A grama do vizinho é sempre melhor.
Eu escutava Lobão com 7 anos e meio que me enfiei nesse mundo de ‘sou rockeira, não ouço outro tipo de musica a não ser o rock’. Depois de um tempo minha mente foi abrindo mais e mais.

Quando ganhei o livro da biografia do Lobão.Eu pensava que nada novo entraria em minha mente e esse livro mexeu com minha psique!

O que me surpreendeu, foi o modo de vida, a total instabilidade. A total incerteza do que teria para o amanha. Como alguém tão inteligente, esclarecido e com uma personalidade tão forte, pode se sujeitar a tantas incertezas no decorrer de uma vida?!

Essa é hit. Escutem ♥

Vai rolar a resenha do segundo livro do Lobão “Manifesto do nada na Terra do nunca” logo menos.

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