Resenha: O Rei do Inverno – As Crônicas de Artur vol.1

O Rei do Inverno - Bernard Cornwell Foto de distribuiçãoO Rei do Inverno – As Crônicas de Artur vol.1

Autor: Bernad Cornwell
Ano: 1995
Editora: BestBolso
Páginas: 526
Mais informações: Skoob (Nota 4.6)
Sinopse: O Rei do Inverno conta a mais fiel história de Artur, sem os exageros míticos de outras publicações. A partir de fatos, este romance genial retrata o maior de todos os heróis como um poderoso guerreiro britânico, que luta contra os saxões para manter unida a Britânia, no século V, após a saída dos romanos. “O livro traz religião, política, traição, tudo o que mais me interessa,” explica Cornwell, que usa a voz ficcional do soldado raso Derfel para ilustrar a vida de Artur. O valoroso soldado cresce dentro do exército do rei e dentro da narrativa de Corwell até se tornar o melhor amigo e conselheiro de Artur na paz e na guerra.

O Rei do Inverno - Bernard Cornwell Foto por Bela Carapinheiro

Esse livro veio com o NerdLoot #3 de temática da Idade Média/Batalha de Espadas, em versão pocket, ou seja: tamanho menor e mais fácil de carregar.

Fiquei tão ansiosa com a leitura por se tratar de uma narração Arturiana que levei o livro comigo pra praia e que me acompanhou nos dias de calor pela baixada.

Todo o enredo é narrado por Darfel Cadarn, um guerreiro – fictício- que passou boa parte de sua vida ao lado de Artur. O ponto de vista de Darfel sobre as atitudes de todos os personagens são indagações incríveis que fazemos até mesmo sobre as pessoas que conhecemos.

Tudo começa com o nascimento do príncipe Mordred, filho do grande Rei Uther. ( Artur nessa narrativa, é filho bastando do rei, ou seja, meio irmão de Mordred. )

A criança nasce com o pézinho virado pra dentro e como na época qualquer coisa que acontecesse fora do costumeiro deles, era sinal de mal presságio. Como um ‘manco‘ reinaria a Britânia?! E por causa desse pequeno errinho genético teremos toda a treta pela frente: Batalhas por território, batalhas por poder, batalhas religiosas (pagão x cristão).

Toda a confusão é dada por um ponto importante, além da guerra por território: mulheres e Artur.

A segunda parte é onde finalmente Artur aparece: ele está noivo de Ceinwyn, filha do Rei de Powys,chamado Gorfyddyn porém ele se apaixona loucamente por outra mulher, Guinevere, mulher de beleza tamanha que ele decide fugir com ela e começa a treta: Gorfyddyn quer se vingar de Artur por ter deixado sua filha de lado.

A volta de Merlin é a terceira parte, quando o poderoso mago ‘volta’ – pois tinha sumido logo no começo da narrativa, quando Ynys Wydryn foi invadida. Volta entre aspas mesmo por que logo ele some novamente, á procura de um segredo que não contarei, óbvio.

Na quarta parte, Darfel vai até a Ilha dos Mortos resgatar Nimue ( Amante de Merlin, Sacerdotisa e meio que amorzinho do guerreiro). Esta Ilha é conhecida como um poço de loucura, onde ninguém nunca conseguiu saiu ou teve sensatez de pedir para voltar.

E a quinta e última parte, A Parede de Escudos, a última batalha é travada em meio a colinas.

Todos os personagens que não morrem kkk são muito bem desenvolvidos e tendo praticamente uma boa história para ser contada.

Como no caso de Lancelot, esse guerreiro famoso é caracterizado por seu belo rosto e o medo de batalhas! Sim, ele foge de ‘cair matando’ e sempre fica a contar histórias do quão grande foi.

Merlin tornou-se meu personagem preferido, depois de Darfel, por que é muito zoeiro. Brincadeira. Ele é tipo um Mestre dos Magos (D&D): respeitável por onde passa, que dá ticas em metáforas, tem os melhores conselhos e some quando é preciso.O Rei do Inverno - Bernard Cornwell Foto por Bela Carapinheiro

Leva pelo menos 100 páginas até que você entre no contexto e conheça todos os personagens que não morrerão te acompanharão durante a narrativa. O que chega a ser cansativo para quem não gosta da temática pois muitos lugares de nomes difíceis são ditos ou que se confunde facilmente com personagens. Mas relaxa, no começo do livro tem um guia de nome de lugares e personagens ♥

O ápice, para mim, são as batalhas e a descrição das paredes de escudos (shieldwalls). O detalhamento dos acontecimentos fazem com que você se sinta desviando de uma flecha ou com seu apetrecho medieval de madeira protetor de seus amigos soldados.

Pretendo procurar os livros das continuações e desejo-os de presente, tá? ♥

O Inimigo de Deus – As Crônicas de Artur Vol. 2 | Excalibur – As Crônicas de Artur – Vol. 3

14 Replies to “Resenha: O Rei do Inverno – As Crônicas de Artur vol.1”

  1. Eu amo a história do rei Arthur, não conhecia essa versão e fiquei bem interessada nela. A capa é linda!
    Beijos

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  2. Isabela Carapinheiro Janeiro 25th, 2016

    Esse livro é top de maiiiiis!!!

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  • Já li alguns livros de tema medieval e adoro! Gosto do desenvolvimento dos personagens, ambientação, batalhas haha

    Geralmente livros assim, vem recheados de mortes, né? Eu sempre fico com o coração na mão com medo de que um personagem que eu gosto muito acabe morrendo em alguma batalha ou coisas assim. Beijos!!

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  • Isabela Carapinheiro Janeiro 25th, 2016

    Adorooo essas mortes inesperadas. Você tá lá tenso um crush com o personagem e BANG uma flecha no peito HSUIHASUIHUISH

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