#12MesesDePoe – Fevereiro

“Vós que me ledes, por certo estás ainda entre os vivos; mas eu que escrevo, terei partido há muito para a região das sombras.” 

Conto Os fatos do Senhor Valdemar

Uma análise rápida e completa, em inglês, no GradeSaver. A leitura vale muito a pena para quem quiser se aprofundar no conto.

Encontrei essa adaptação do conto, em espanhol, feita por Carles Bertolín.

Poema A adormecida

O poema lírico chamava-se Irene e posteriormente revisado como “The Sleeper” – A adormecida.

Muitas pessoas acreditavam que a Adormecida, que Allan Poe escreveu sobre, era Virgínia, sua esposa e prima mas ela só tinha 9 anos na época em que o poema foi escrito.

Uma rápida análise: 

O narrador começa seu drama esclarecendo os confins de seu ambiente imediato: ele está parado em um cemitério à meia-noite de junho, observando a lua, que ele chama de lua mística e então afirma que o orbe (representa um globo terrestre rematado com uma cruz.) exala sua borda dourada.

A metáfora mista aqui choca os sentidos com a tentativa de personificar a lua, ao mesmo tempo que lhe permite manter a sua borda. O narrador, em seguida,  faz observações sobre o Rosemary que está acenando sobre uma sepultura, enquanto um lírio está relaxando em uma onda.

Embrulhando o movimento, o narrador apresenta a bela e morta mulher a quem ele retratará: “está com a janela aberta para os céus, Irene com seus destinos”.

Dirigindo-se então à linda e morta dama, perguntando-lhe: “Oh, senhora brilhante, pode ser correto, esta grade está aberta à noite?” Ele se pergunta se a abertura para o túmulo é apropriada;  motiva-o a imaginar o corpo morto e estranhamente se refere ao corpo morto como uma alma adormecida. Seria de esperar que ele esteja usando o termo alma em sua definição genérica de indivíduo. Se a alma literal ainda estivesse dentro do corpo, ela não estaria morta. A própria definição de morte inclui o fato de que a alma deixou o corpo (esta falha prejudica seriamente o poema e a credibilidade do poeta. Se ele obtém tal fato básico tão errado, que outra desinformação ele poderia estar afirmando?)

A invocação de fantasmas de sombras varridas pelo vento que continua sussurra através do túmulo. Ele pergunta à bela e morta dama: “Ó, minha querida, não tens medo?” E ele quer determinar o que ela está sonhando. Ele afirma estranhamente que ela chegou de “mares longínquos”.

O narrador empurra seu símbolo de sono para a morte até o limite. Ele afirma que a senhora dorme e ele deseja para ela um sono, profundo! Mas ele também introduz um desejo incomum enquanto afirma: “Oro a DEUS que ela possa mentir / Para sempre com olho fechado!”

Depois de expressar este desejo peculiar, ele empurra de novo seu símbolo de sono: “Meu amor, ela dorme. Oh, que seu sono, / Como é duradouro, então seja profundo!” E então lembra que na infância, muitas pedras ociosas foram lançadas contra o sepulcro da família, e os mortos dentro de gemidos por causa da intrusão impolida em sua solenidade sagrada. Espera assim apropriadamente que esta senhora bonita, inoperante não necessite sofrer tais indignidades.

Espero que tenham gostado da minha participação no Desafio #12MesesDePoe . Os posts estarão aqui no blog nos dias 31 de cada mês mas quando o mês não tiver 31 dias, será postado no dia 13 (AH COMO EU AMO CRIAR CHARADAS 😍)

4 Replies to “#12MesesDePoe – Fevereiro”

  1. Eu lia muuuuito o Poe na época da faculdade, é uma escrita tão robusta, maravilhosa.. Beijokas!

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  2. Eu ainda não li esse poema, mas vou ler em breve, vou começar um pouquinho atrasada esse desafio de 12 meses de Poe! haha
    Não sei se postarei no blog, acho que vai ser um desafio mais pessoal mesmo!
    Adorei sua analise, parece ser bem legal o poema!
    Beijinhos <3
    http://livrosamoremais.blogspot.com.br/

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  3. Que legal esse desafio!
    Lembro que na minha adolescência era obcecada por Edgar Allan Poe, mas faz anos que não leio nada dele. Inclusive acho que não li esse poema, não lembro pelo menos hahaha.

    Beijos
    http://orangelily.com.br/

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  4. A frase está arrepiante.
    Kis :=}

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