Categoria "Papo Sério"
24.09.2017

Minha vida mudou: coletor menstrual

Um pouco mais de um ano atrás, fiz um post e sobre o Copinho Coletor Menstrual? Como Funciona?  só tenho a dizer como minha vida mudou.

Decidi dividir minhas experiências durante esse um ano e como sei que muitas meninas também fazem o uso, e cada individuo é diferente, gostaria que me contassem a de vocês!

Perdi o nojo de mim mesma. 

Não que eu tivess nojo de mim, do meu corpo mas o coletor ajudou a quebrar o tabu desgraçado que é a menstruação. Ou era. Menstruação deixou de ser vergonha, suja e imoral pra mim. Minha vida mudou completamente, me sinto maravilhosa e poderosa em entender mais sobre meu corpo e como as coisas funcionam. 

Nós somos ensinadas a cuidar da aparência do nosso corpo mas não sabemos quase nada sobre ele. 

Menstruo menos do que pensava e não tem cheiro desagradável

Vemos as propagandas de absorvente, com mulheres felizes e giramos os olhos até ver galáxias porque ligamos menstruação á algo ruim e nojento, porque o fluxo é intenso, tem dor, TPM, atrapalha a vida… Além do cheiro carregado no absorvente que dá aquela impressão que estamos sujas. O cheiro ruim vem do sangue acumulado e seco no absorvente, junto aos produtos químicos colocados nele para tapar o odor e que só pioram.

Aprendi com o coletor que menstruo beeeem menos do que pensava, e que não é nojento. É algo natural, é nosso sangue!  

O mundo não se desfaz quando levanto ou sento em algum lugar

Quantas vezes (e quantos modelos de absorvente já testei) para noites e que acordei suja por ter vazado?! Dá aquele pavor, junto com a sensação de insegurança quando saímos, sentamos em algum lugar e pensamos ‘sujou, certeza que manchou minha calça!’

Como já sei o jeito certo de colocar o coletor, não rola o medinho. Nã-ão. Quando digo que minha vida mudou, além de me sentir bem mais livre pra fazer academia, ir na sauna (coisa que não dá com o absorvente!) e até nadar usando ele. 

A felicidade de economizar em absorventes 

Adulto tem suas responsabilidades, pagam contas, os que moram sozinhos tem ainda mais gastos. Euzinha, como uma moradora da Terra do Nunca, odeio gastar dinheiro com coisas como papel higiênico ou papel toalha já que vai tudo pro lixo.

Eu economizei mais de 150,00€ com o coletor em um ano, praticamente o triplo do valor do produto que dura em média dez anos.

Virei a defensora do copinho

A paixão pelo coletor é tão grande que você usa o WeheartIt e o Pinterest para pinnar ilustraões e fotos lindas, além de fazer propaganda sobre para todo o mundo ao seu redor! 

Até esqueço que estou menstruada

Em dias de fluxos calmos, faço minhas coisas do dia, saio sem ter que carregar absorvente na bolsa… Tudo rola como se fosse um dia maravilhoso de sol. Porque todos meus dias agora são de sol! Incômodo nenhum, tirando as cólicas ocasionais ou inchaço que resolvo com exercício e alimentação.  

Aqui na Finlândia, por mais independentes que as mulheres sejam, nunca vi coletores á venda em farmácias e as mulheres usam muito absrvente interno (algo que nunca usei!)


Quero aproveitar e agradecer todos que me chamam por inbox no facebook e instagram e que sempre comentam os vídeos do Youtube. Não sei o que seria dos meus dias sem esses quentinho no coração! Vocês são maravilhos@s! 

17.06.2017

Quem tem amigos, tem tudo

Sempre me considerei uma pessoa que conseguiria viver dias sem precisar ver pessoas.

Na infância, não tive amigos e no comecinho da adolescencia fiz alguns por causa do Escotismo. Depois, me segurei na internet para conhecer pessoas e basicamente 95% de quem conhecia no Brasil, era migo de redes sociais.

Mesmo tendo mais de um círculo social: alguns amigos vinham de shows, outros do Escoteiro, outros dos fakes e outros mais por causa dos rolês no Bairro da Liberdade, conseguia me encontrar sozinha e ficar meses sem querer sair, fazendo da minha diversão ler livros.

Isso tudo até chegar na Finlândia. Nunca pensei que de todos que diziam que gostavam de mim e que a amizade duraria pra sempre, apenas duas pessoas ficaram e todas as outras, falam comigo quando querem algo. Tudo bem, o meu ambiente mudou, a vida deles seguiu e não é sempre que teremos assunto – só no caso com a Aline, que é minha confidente e sempre entendeu minhas fases. 

Aqui eu percebi que quem tem amigos, tem tudo. 

Tentei por um ano sorrir para estranhos, puxar conversa, me adequar no grupo de amigos do Antti. Sem sucesso de fazer amizade. Um fucking ano que meu único amigo real era/é meu marido.

As pessoas aqui são muito independentes, fazem o que querem e se viram como podem s-o-z-i-n-h-a-s. Casais normalmente tem círculos de amizade diferentes e não se importam de estar colados o tempo todo, como no Brasil, que até os amigos de um, viram amigos do outro.

Depois de passar um tempo me adaptando ao círculo social do Antti e vendo que os amigos dele não se interessavam muito em falar comigo (acredite, não é só alegria e rolê quando você muda pra um país novo e que você não fala o idioma!), comecei a deixar o Antti ir sozinho encontrá-los e fui me aproximado dos livros novamente. Isso não é ruim.

A solidão maior começou quando percebi que não tinha família ou amigos pra ter aquelas horas de conversa e que se eu quisesse fazer algo, seria colocar um fone de ouvido e ir caminhar no lago.

-Que triste, Bela :'(

Por um lado, sim.

Por outro, fui me lapidando mais – soy uno diamante ahora. Nos conhecemos melhor quando estamos sozinhos, apenas com nossa companhia.

Graças ao Youtube, brasileiras começaram a me encontrar e conversar comigo. Em especial a Paula, a Amanda e a Maria Clara, que falam comigo o dia inteiro.

Lembrei de como brasileiros tem a facílidade de fazer amigos mas que, independente da nacionalidade, as pessoas tem que estar abertas a conhecerem novas pessoas. Nessas, também me aproximei do marido da Amanda, o Domenic e do melhor amigo dele, Jerry.

A Maria Clara que me liga e passa HORAS comigo no telefone por morar em Helsinki é tipo irmãzinha mais nova no meu core. Adotei já.

E parece que esse é o meu grupinho agora.

O Antti conheceu todos e disse que agora me encontrei em um grupo que vai me fazer bem, quer ele esteja, quer não. E foi aí que entendi a individualidade que precisamos ter em relacionamentos.

Hoje vou dormir na Amanda, vamos ralar a bunda no lago com esses 23ºC e gravar mais vídeos – espero que vocês estejam acompanhando o canal no youtube!

Amigos recentes mas que me sinto próxima e que por agora, é minha única família aqui.

Quem tem amigos, tem tudo.

E é por isso que digo: preste atenção com quem chama de amigo e quando tiver certeza, seja leal á essa amizade. Não destrua isso por dinheiro, homem ou inveja nenhuma. 

Fiquem com algumas fotos dos últimos dias, que não tou dando conta de atualizar o blog e o Youtube ao mesmo tempo mas tudo começará a vir aos poucos, prometo!

 

Assista:

 

27.04.2017

Comprar coisas não vai te deixar feliz 🤷

“Nós compramos porcarias que não precisamos – com dinheiro que não temos – para impressionar pessoas que não gostamos.”
Nos últimos posts, você pode ter percebido como tenho me desapegado de coisas do passado e também de vontades (gastos).Muitas pessoas compram coisas porque acham que se vão sentir melhor com elas próprias, que vão ser mais felizes com aquele objeto. Compram compulsivamente para se sentir mais confiantes ou para impressionar alguém.

A verdade dura é: Os objetos não nos fazem mais felizes. Até nos pode dar uma sensação de felicidade mas essa sensação é temporária e com o tempo desvanecerá.

Comprar bens materiais nunca vai satisfazer-nos completamente, nem trará a felicidade. Às vezes, até trará exatamente o contrário: frustração e mais preocupações.

Decidi compartilhar com vocês alguns pensamentos que vem em mente quando, por um segundo, penso em comprar algo que não preciso – de momento ou pra sempre.

Comprar coisas não vai te deixar feliz

  •  Todos os objetos acabam. Todos os bens materiais são temporários por natureza. Seu prazo acaba, estragam-se ou acabam. Parecem sempre muito bonitos nas lojas, mas mal chegam a casa, começa o seu processo de deterioração.
  •  Há sempre algo mais novo e mais atual. Novos modelos, novas funcionalidades, melhoramentos… O mercado está constantemente a mudar e a crescer,influenciando-te a pensar que seu objeto está ” passando da moda” e que você precisa de um novo para manter-se no padrão.
  •  Cada compra traz uma preocupação extra às nossas vidas: Cada vez que compras um objeto, inclusive os mais caros, vem a preocupação se este se estraga, se é perdido ou se é roubado.
  • Os objetos requerem manutenção. Todos os bens que possui exigem energia, tempo e foco. Precisam de ser limpos, arrumados, reparados e organizados. E, como resultado, tiram-nos mais tempo e impedem-nos de concentrarmo-nos naquilo que é realmente importante: a vida que está acontecendo.
  •  As tuas coisas não te definem. Ter uma televisão melhor do que o do vizinho ou um armáriocom mais roupas da moda não te torna melhor que ninguém. Ter uma casa boa não faz de ti uma boa pessoa. As coisas que possuis não te definem. Portanto, só deves comprar aquilo que realmente precisas, não compres nada para fingir que é outro tipo de pessoa ou que tens determinado estilo de vida.
  •  Não impressiona ninguém. Muitas vezes, compramos muitas coisas caras para impressionarmos as pessoas, para mostrarmos que temos dinheiro, que vivemos bem e temos bom gosto. E na maior parte das vezes, as pessoas não querem saber, dão-te 5 minutos de atenção, e depois continuam concentradas nas suas vidas, porque no final do dia, todos nós estamos concentrados em nós próprios.
  •  Há sempre alguém que terá mais que você. Também existem pessoas que caem no erro de comprar muitas coisas para mostrar que têm mais que os outros, como se isto fosse uma competição. Olha o que as redes sociais como o Instagram tem feito com nossa mente! No entanto, a verdade é que haverá sempre alguém neste mundo mais rico do que nós e com mais coisas. Ter mais que toda a gente é inútil.

Um filme que recomendo, caso ainda não tenha assistido (ou caso queira prestar mais atenção no recado) é o Clube da Luta (Fight Club).

“Man, I see in fight club the strongest and smartest men who’ve ever lived. I see all this potential, and I see squandering. God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don’t need. We’re the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War’s a spiritual war… our Great Depression is our lives. We’ve all been raised on television to believe that one day we’d all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won’t. And we’re slowly learning that fact. And we’re very, very pissed off.”

E você? Já conseguiu desapegar dessa vida moderna ou luta todos os dias contra? Ou gosta da vida moderna? Conta pra mim nos comentários!

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