Categoria "Textos Autorais"
22.09.2014

E como seria esse mundo?

E como seria esse mundo?

Um mundo em que eu simplesmente não me importe com coisas normais da vida adulta, sabe?! Tipo hora marcada, estress, me preocupar com o que os outros vão pensar…
Um mundo em que eu leio o que eu quiser, posso falar sozinha e em voz alta comigo mesma. Danço quando quiser, me balanço nos calcanhares pra não ficar parada e não presto atenção em pessoas entediantes.
Onde eu possa fingir que o mundo real não tenha tanta morte, fome e maldade. Sabendo disso, um lugar que eu possa chorar quando vejo algum filme triste ou quando alguém me faz mal sem que ninguém veja, só que quando me encontrem, eu esteja sempre sorrindo e/ou fazendo piadas…
Engraçado, me chamam de criança.
Prefiro me chamar de inteligente já que evito coisas chatas pra manter minha saúde física e mental.

Bela Carapinheiro

13.09.2014

Óculos

óculos

– Porque se esconde atrás desses óculos? – Ele disse enquanto aguardávamos pelo elevador.
– Hein? Como assim?
– Você se esconde atrás desses óculos, atrás de roupas largas… Atrás de palavras pessimistas sobre si mesma. Você é linda…
– O que você quer dizer com isso? Eu não consigo entender! – Continuei confusa, era a primeira vez que nosso almoço coincidia de horários e decidimos descer juntos até o refeitório.
– Você é doce e sem maldade, as pessoas de hoje em dia não sabem mais o que é isso. Dá pra perceber um brilho diferente no seu olhar em tudo o que faz, mesmo cansada. Ás vezes, parece até estar em outro mundo. Você não consegue ser maldosa. Eu é que não entendo porque você se esconde atrás de toda essa muralha…
– É que já dei a chance de que entrassem em meu mundo e desarrumaram tudo, deixando toda a bagunça para que eu consertasse sozinha. Desde então, prefiro manter-me em meu mundo para que nenhum mal me alcance.

Bela Carapinheiro

12.09.2014

Sobre paixão, pragas e ondas invisíveis de telefonia móveis

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Quando você entra em uma paixão pela primeira vez (mesmo depois de ter fugido várias e várias vezes desse acontecimento), você se entrega. Se perde, dá a chave do seu mundo, conta todas as verdades nunca ditas. E aí vem a queda. Queda livre e de pouso dolorido. Você reclama, entristece e roga pragas, jurando de pés juntos nunca mais se apaixonar.

E aí, quando você menos espera, aparece alguém que vai tomando um pequeno pedaço do seu dia, depois da sua vida e quando para e pensa, essa pessoa, já está com os dois pés dentro do seu mundo. Você não sabe o que está sentindo até então mas quando entende o que acontece… O primeiro trauma, ah, bobagem, já foi. Não vai acontecer novamente. Você se entrega. Se perde, dá a chave do seu mundo, conta todas as verdades nunca ditas. E aí vem a queda. Queda livre e de pouso dolorido. Você reclama, entristece e roga pragas, jurando de pés juntos nunca mais se apaixonar.

Neste momento, sentada á beira da janela do trem, você começa a repensar sobre o amor, paixão e coisas do tipo, chegando a conclusão que é insano fugir dessa etapa da vida mas mais insano é aceitar que ela deva acontecer a todo tempo. Sabe… Que você precise disso para se manter viva. Do tipo de pessoas que mal saem de um relacionamento, já estão na balada, já estão em um noivado e coisas malucas assim.

Com as luzes de São Paulo pela noite e a interferência das ondas invisíveis da telefonia móvel, sua mente começa a funcionar tão rapidamente que fica dificil organizar as palavras para explicar o que sente e o que passa em sua mente, definindo apenas como ânsia de vômito e pavor de encarar outra paixão novamente.

Bela Carapinheiro

Ps. Começarei a postar alguns textos que tenho escritos, fora de ordem cronológica: alguns recém escritos e outros de muitos anos.

Espero que gostem.

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