19.06.2014

Só ouvir o som da latinha abrindo…

E a boca se enche da água…

Tudo começou em 1676 em Paris, numa empresa que misturou água, sumo de limão e açúcar. Em 28 de agosto de 1898, o farmacêutico Caleb Bradham criou a Pepsi-Cola na Carolina do Norte com a finalidade de revigorar, rejuvenescer e ajudar na digestão.

Sabe do que estou falando?

É, da temida bebida que estamos cansados de saber que faz mal, que não tem nenhum valor nutricional e que é a segunda bebida mais consumida no mundo –depois da água.

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Os refrigerantes produzem uma verdadeira revolução no organismo e, em apenas uma hora, conseguem alterar a pressão, levar embora nutrientes essenciais para o organismo e ainda ajudam o corpo a acumular gordura. Então, pelo que li é mentira o que falam de que somente o “refri” faz com que tenhamos estrias, mas sim a bebida e a má alimentação.

Além de seu alto teor de açúcar, que eleva também o valor calórico da bebida, os compostos presentes nos refrigerantes, como sódio, corantes, acidulantes e conservantes, podem apresentar sérios riscos à saúde do indivíduo a médio e longo prazo. O consumo da bebida pode resultar em retenção hídrica, visível inchaço nas pernas e membros inferiores,comprometimento do trato gastro intestinal, sensação de empachamento durante a refeição, desconforto gástrico, etc.

O nosso corpo reage assim na primeira hora após o consumo:

Primeiros 10 minutos: quando se toma uma lata de refrigerante (350 ml), cerca de 10 colheres de chá de açúcar chegam ao estômago, quantidade que corresponde a 100% do que é recomendado diariamente. O doce seria extremo e poderia causar até vômitos, mas isso não acontece devido à presença do ácido fosfórico que reduz esse gosto.

20 minutos: o nível de açúcar no sangue está em excesso, forçando uma grande liberação de insulina pelo pâncreas, hormônio que facilita a entrada da energia em nossas células. Como há uma descarga grande de açúcar, ácido fosfórico e inúmeras toxinas, o fígado fica sobrecarregado, transformando o açúcar que recebe em gordura.

40 minutos: a absorção da cafeína presente na bebida está completa. As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar no sangue. Os receptores de adenosina, que controla a energia no organismo, no cérebro são bloqueados para evitar tonturas.

45 minutos: o corpo aumenta a produção do neurotransmissor dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente é a mesma reação provocada pela heroína.

50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, acelerando o metabolismo. As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.

60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina. Agora é garantido que eliminará cálcio, magnésio e zinco, nutrientes essenciais para o funcionamento de vários órgãos, como coração, e ossos. Conforme vai reduzindo a satisfação proporcionada pelo açúcar e cafeína, inicia-se uma queda dos níveis de açúcar no sangue. Você começa a ficar irritadiço ou sonolento.

O refrigerante pode ser tão viciante para algumas pessoas, que até mesmo o simples som da latinha sendo aberta já é o suficiente para que a boca se encha de água. Mas infelizmente o que a bebida faz no seu organismo não é nada parecido com o sabor apresentado. Confira agora quais são as principais razões para que você deva parar de tomar – ou pelo menos diminuir o consumo – de refrigerantes.

#Repense sua bebida

#Repense sua bebida

Vou dar 5 motivos – não serão aqueles tipo: Aaah, coca cola serve para desentupir encanamento e lavar peças de carro- para que largue o refrigerante.

Acredite: sua saúde agradece.

1. Quanto açúcar, quanta gordura
O que mais existe em um copo de refrigerante é açúcar. O maior problema disso é que esse tipo de substância faz com o que corpo entenda que está sendo nutrido (o que não acontece de verdade) e libere enzimas que podem catalisar a energia proveniente do “alimento”. Como não há nada de nutritivo, o açúcar é armazenado como gordura e o organismo ainda perde vitaminas e minerais.

2. Diet é uma mentira
Você pode até acreditar que os “refri diet” foram feitos para quem quer emagrecer, mas a ciência diz que o que acontece é exatamente o oposto. Os refrigerantes “Zero” e Light possuem substâncias que imitam o açúcar, fazendo com que o organismo compreenda que a glicose está sendo absorvida. O problema é que, como isso não acontece realmente, o corpo humano faz com que o consumo de açúcar seja compensado em seguida, o que pode causar uma ingestão exagerada de açúcar, uma vez que a necessidade precisa ser suprida rapidamente.

3. A toxicidade das latinhas
Latinhas de refrigerante não são completamente isoladas do líquido. Por serem revestidas com uma resina chamada bisfenol, as peças metálicas podem aplicar um efeito diretamente em disfunções hormonais que influenciam desde a obesidade até a ocorrência de câncer.

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4. Cafeína demais, pressão demais
Você sabe quais são os tipos de refrigerantes mais consumidos no Brasil? São os que possuem base em cola ou guaraná. Isso significa que o consumo de cafeína (algo em que ambos são muito ricos) é enorme por todos aqueles que bebem refrigerantes. Pela substância ser responsável por dilatações dos vasos sanguíneos, excitação e liberação de adrenalina, o aumento da pressão arterial está ligado ao consumo de refrigerantes.

5. Muita química para o corpo humano
O que existe de natural nos refrigerantes é uma parte ínfima em comparação com as quantidades de xarope, aromatizantes, acidulantes, açúcares, corantes e adoçantes existentes nos líquidos. Em suma, eles são compostos por muita química – que pode ser utilizada até mesmo para dissolver um rato e ossos –, o que pode causar vários danos à saúde.

O que eu mudei:

Fazem 7 meses (novembro 2013) que não faço ingestão de nenhuma bebida com gás. Eu decidi parar pelo simples fato de que corantes me fazem mal, atacam minha asma e pelo simples fato de que meus olhos enchem de lágrima com o gás 🙁

Nos primeiros meses senti muita falta, principalmente quando meus amigos tomavam perto de mim. Depois de uns meses, meu namorado aderiu ao ‘refri off’ e ficou 2 meses sem também. Mesmo depois dele desistir de tomar só suco e água, eu não me senti tentada em momento nenhum e acredito que meu cérebro tenha esquecido do sabor, por isso nem tenho mais o desejo.

Minha promessa era de ficar um ano sem refrigerantes mas percebi que agora não preciso mais deles, e que até mesmo em festas, consigo ficar só na água, sem drama, sem choro.
A ideia agora é ser birrenta com a humanidade e continuar causando estranheza nas pessoas quando falar ‘eu não bebo refrigerante, obrigada’.

Gostou ou ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário.

18.06.2014

GULA: Agora você tem a quem culpar

Não, não vou dar aulas sobre assuntos considerados ‘chatos’ mas para explicar sobre o que alguns consideram ‘pecado’ seguindo preceitos e dogmas de religiões, vamos voltar pelo menos 5 milhões de anos…

A Gula e a Evolução Humana

gula

Os seres humanos nunca estiveram tão gordos!
Estudos dizem que existe 1,5 BILHÃO de obesos contra 925 milhões de desnutridos no MUNDO ( Segundo relatório da Cruz Vermelha, 2011)!!!

A gordura corporal que hoje é vista como vilã é uma das razões do sucesso da nossa evolução: se não fosse a capacidade de guardar energia, nossos antepassados não teriam sobrevivido e não estaríamos aqui para contar história – ou comer um lanche do Burguer King.

A Gula não é apenas um capricho do homem: é o nosso instinto animal mandando guardar a maior quantidade possível de energia. Nossos antepassados precisaram se adaptar a uma série de mudanças climáticas, como grandes períodos de seca, e resistir a temporadas extensas de fome.

Agora vamos á explicação da nossa vontade de comer um chocolate em vez de brócolis: nossos ancestrais que experimentavam gordura e açúcares tiveram maior eficiência na sobrevivência.

Com a agricultura, a comida deixou de ser escassa, mas nossa necessidade de estocar gordura continua firme e forte! E a necessidade de estocar gordura continuou presente…

*coma

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Mas, além dos genes, a resposta para a obesidade pode estar no cérebro. A falha é causada pelo excesso de gordura saturada – encontrada em fast-food- e acontece quando o cérebro se torna resistente á lepotina, hormônio produzido no tecido adiposo e que indica ao hipotálamo (partezinha do cérebro que controla a fome e o gasto energético) o quanto ja temos de energia estocada e por que devemos parar de comer. Com esse desiquilíbrio, o cérebro não registra mais o quanto há de gordura estocada – e que prejudica a sensação de saciedade.

E definitivamente: comer exageradamente não é a unica causa da obesidade mas a doença sofre influência de agentes que independem do modo de vida do indivíduo como: hereditariedade ( dá uma olhadinha nas fotos antigas dos seus pais, tios e tias…), fatores ambientais, biológicos e comportamentais.

Entre duas e seis horas depois de comer lá vem a fome de novo! E conforme comemos, o corpo emite sinais de saciedade:
1º sinal – IMEDIATO: Logo que a comida chega ao estômago, os níveis de grelina ( o hormôniozinho da fome ) diminui. Comer devagar faz o corpo notar que está satisfeito.
2º sinal – INTERMEDIÁRIO: O alimento chega no duodeno. Nessa etapa, a insulina e a leptina vão indicar ao hipotálamo que já estamos satisfeitos.
3º sinal – TARDIA: A leptina leva ao sistema nervoso central a informação sobre a quantidade de energia que está sendo estocada e nos faz comer menos. A Gula, ou melhor, a falha no processo de informação para o cérebro nos faz perder o controle sobre a fome e a saciedade.
Espero que esse textinho com informações calmamente colhidas por mim, satisfaça cada um de vocês com a Gula do saber.

Gostaram? Deixa um comentário aqui em baixo 😉

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