30.05.2017

Sonhos de uma noite de Verão

Foto por: Isabela Carapinheiro Välimaa

Certo dia parei em um lugar tranquilo e quando olhei dentro da minha mochila, que só tinha uma banana, um pequeno caderno e uma caneta. Em minha mente, uma palavra, no plural, para procurar um caminho e significado do momento: sonhos. Batuquei as folhas em branco.

As palavras que antes saiam tão fácilment da mente e trancaram-se em um baú sem chave junto com os sonhos.

Pensando nos acontecimentos do último ano em que a sonhadora aqui, saía de casa com uma mochila de acampamento nas costas e uma mala de rodinhas de 28kgs em mãos. Fui buscar um dos sonhos que sustentei por mais de 10 anos: conhecer um país totalmente diferente do meu e que sempre me encantei.

Metade da vida adolescente e jovem adulta sonhando com a viagem que tornou-se o recomeço de uma vida.

O sonho foi realizado. 

E agora, onde estão as palavras?!

Sabe aquele momento que você tem que piscar os olhos com força para realmente focar no que está a sua frente? Pisquei meus olhos e retornei a realidade: estava dentro de uma balsa, que tem uma sauna, que meu marido e seu amigo de infância construíram juntos.  Á minha frente, um lago vasto que posso ver da janela de onde me sento. E que ontem mesmo estava vendo o Sol da meia noite no horizonte.

O Sol da meia noite!

Quantas pessoas que conheço e que leram ‘Sonho de uma noite de Verão, do Shakespeare já sonharam em presenciar essa mágica do Sol nunca se pondo e encontrando a Lua?

Durante o verão, não fecho a janela para poder contemplar o Sol deixando o céu rosinha lá pelas 11:30 da noite.

Tenho lagos e florestaslindas ao meu redor, o tempo tood me chamando para que explore-as a qualquer hora do dia ou noite. Tenho a segurança de andar em qualquer lugar sem o medo que antes tinha quando morava em São Paulo.

Todos os sonhos que foram se materializando durante esse ano começaram a se tornar coisas do dia a dia.

Não, isso não quer dizer que já não assisto apaixonadamente o pôr do Sol rosinha durante o verão, as folhas de cores terrenas espalhadas pelo chão de outono, a neve que brilha como glitter durante o inverno ou a diversidade de flores na primavera.

O que quero dizer é que preciso transformar esses momentos em conquistas e criar novos sonhos para dar alma aos meus textos que antes inundavam esse blog aqui.

Pode parecer engraçado o que escrevo mas não consigo traduzir sentimentos ou criar meus personagens quando estou feliz! A tristeza é a bateria da minha arte e com ela vem a inspiração. Lutar por sonhos normalmente são o gás para minha criatividade.

E quando os sonhos se realizam e você não tem mais o que falar sobre?!

Alguns minutos após começar a escrever esse desabafo, meu marido veio perguntar o que eu escrevia tão arduamente e com olhar apaixonado.

Respondi que tentava encontrar o caminho para novos sonhos.

O Antti respondeu – Os sonhos são seus dias, tudo que você pensa é possível. Tudo bem se você não sonhar com coisas grandes e que todas as pessoas normalmente tem como busca da vida como ter casa própria, trabalho, viajar para o exterior uma vez por ano. Seus sonhos podem ser simplesmente seu amor por tudo que faz, como cuidar do seu blog ou ir para o Escoteiro. 

Ás vezes, procuramos fora de nós o que nos motiva, coisas grandes para correr atrás e quando você menos espera, depois daquela piscadela, você se vê vivendo um sonho atrás do outro.

 

 

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Leia também outros textos de minha autoria.

18.11.2016

Porque não ser a melhor companhia de si mesma?

Porque não ser a melhor companhia de si mesma? | A Bela, não a FeraPorque não ser a melhor companhia de si mesma?

Seria tolice desejar aquilo que não se tem? Às vezes acredito que sim. Não que eu esteja idealizando algo fora do padrão, apenas acho que o que eu desejo é o básico que a vida deveria nos oferecer.

Também me pergunto o porquê de algumas pessoas se tornarem tão imbecis, mas vai ver fui eu que amadureci e passei a enxergar a real maneira com que se comportam. De fato a minha cabeça não é algo fácil de lidar, mas eu sobrevivo.

E por falar em pessoas imbecis estou a caminho de mais um encontro com amigos. Talvez alguém possa me questionar o porquê de manter amizades assim, mas a verdade é que todo mundo tem amizades imbecis. No meu caso esses amigos evoluíram para o estagio imbecil há pouco tempo. Antes de receberem essa promoção posso até admitir que vivíamos na mesma sintonia, simplesmente procurávamos pelas mesmas coisas. Mas agora, adivinha? Eu mudei. E junto a essa mudança adquiri um cansaço de uma tonelada de coisas que antes eu tentava preencher. Agora estou a caminho desse encontro mais como uma despedida. Apesar das mudanças não posso largar tudo de uma vez, embora a vontade seja essa.

Acredito que tirar o saldo atual da minha vida seja algo simples. Terminei algumas tatuagens pendentes, terminei um namoro denso, terminei mais um semestre da faculdade. Passei num concurso que me permitiu novos começos. Então comecei a dar aulas, a conhecer algumas pessoas novas sem grandes expectativas, a ganhar respeito pelo que faço e isso me proporcionou um contentamento. Continuo com a vontade de gritar com alguns familiares meus, a praguejar no caminho de volta pra casa e principalmente a desejar aquilo que às vezes considero uma tolice. Na maneira mais clássica de falar desejo um amor.

E antes que chovam pedras, questiono. Quem verdadeiramente não deseja?

O pior ao desejar esse tipo de coisa é que antes que ele venha realmente a acontecer, uma onda com acontecimentos frustrantes nos rebate pro inicio da caminhada. Daí surge à pergunta. Quantas ondas somos capazes de suportar? Quantas tapas? Verdades que enxergamos depois que o véu da paixão cai? Para ser bem sincera eu sei que ainda posso aguentar uma próxima onda, mas o impacto das ondas que já sobrevivi me faz querer sufocar esse desejo na maioria das vezes. Simplesmente porque não desejar se tornou mais fácil do que acreditar na improvável realização. E é essa força que me faz falar “Cala a boca Isabela Carapinheiro”, quando quero dormir e o desejo fica me martelando. Ou quando um garoto me olha e a primeira coisa que sinto vontade de falar é “Não, eu não quero ouvir você dizer que acha as minhas tatuagens maneiras. Elas não foram feitas para receber esses elogios tão frouxos. Obrigada e tchau!”.

Quer dizer, qual a real dificuldade dessas pessoas quando elas precisam mostrar que são interessantes? Eu juro que não entendo. Tirando as vezes em que preciso me fazer de burra para conseguir engolir determinadas situações, sempre procuro ser eu mesma.

O que me leva a pergunta chave.

Será que eu substitui a vontade de realização pelas minhas exigências amadurecidas no pedestal? Mas a resposta agradecidamente vem mais certeira. Eu amadureci e ainda estou colhendo os frutos deste amadurecimento.

Sei que muitas vezes a inquietação vem camuflada como cansaço e a única vontade é a de apertar o botão do foda-se. Mas também não quero dar os meus próximos passos acorrentados nessa vontade de ter alguém. Embora seja por meio de uma única molécula de oxigênio que respiramos a vida nunca cansa de mostrar o quão ampla ela pode ser.

E que se dane o universo caso ele esteja ouvindo isso e devolvendo meu pensamento.


Texto por Anderson Nascimento | A Bela, não a FeraEsse é um texto que o Anderson Nascimento, meu amigo de longa data, fez ao analisar o momento que eu estava passando em 2013.

E eu precisava compartilhar com vocês, porque hoje encontrei um amor em que eu confio e que me sinto grata. Sou a melhor companhia pra mim e pra ele, assim como vice versa. Tudo isso porque me encontrei antes mesmo de encontrá-lo.

Esses parágrafos fizeram sentido pra mim na época e podem fazer sentido hoje para você.  ♥

12.11.2016

Você não merece nada menos do que o melhor

Desafio Café com Blog (Novembro 2016) | A Bela, não a Fera

Chega uma época da sua vida em que você se afasta de dramas e de pessoas que criam isso. Você se rodeia de pessoas que te fazem gargalhar. Esquece das tristezas e foca no bom, no extraordinário. Ama as pessoas que te tratam bem, ora pelas que não o fazem. A vida é tão curta para não ser nada além de feliz. Cair faz parte da vida, levantar faz parte do viver.

Assim como nos passos de uma bailarina iniciante, afinal todas começaram de algum ponto. Podem ter sido quedras, machucados ou fraquezas mentais.

Um dos altos e baixos que existem nessa existência maluca é o amor e seu conteúdo inacabável de temas.

O amor é raro, louco e unilateralmente bonito. Cheio de montanhas e vales, intensidades e tempos de calmaria. Existem amores que te deixam tontos de tanta alegria, com o coração cheio de tristezas ou loucamente insana.

Mas um dia, sempre tem um dia, em que esses sentimentos extremos vão se desvanecer pelo caminho mas lembre que existe uma chama que brilha dentro de você e que não pode ser deixada apagar nunca.

Se você é sortudo o suficiente para encontrar aquele alguém, a tal alma gêmea, é preciso lembrar que não dá pra ser perfeito em tudo mas você vai lugar pelo amor. E vai discordar. E te deixar maluca. Só não pense que você perdeu o seu brilho.

Se você quer romance, lembre-se que o amor é uma rua de mão dupla: você tem que dar para poder receber.

Finais felizes e participar de um Baryshnikov não são apenas para as telas e sonhos.

Mas depois que a lua de mel se vai o amor pode ser um trabalho duro. Também pode ser a coisa mais recompensadora na vida pode nos dar.

Apaixone-se e você caíra no buraco do coelho, em um único mundo que é exclusivo de quem respira esse amor.  Não existe nada que pareça com isso, portanto, não permita que ele seja negligenciado.

E se você ainda não encontrou amor, acredite, ele está bem ali no cantinho.

Então mantenha seu queixo erguido, seus olhos brilhantes e continue com esse sorriso maravilhoso, porque minha doçura, você não merece nada menos do que o melhor.

E não estou falando apenas pelo amor de uma pessoa por outra.

Pense nisso. 

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