21.06.2014

As pessoas procuram doces mesmo depois de usar o adoçante

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O adoçante é um produto que geralmente vem do petróleo ou de alguma reação química.
 
Os edulcorantes (adoçantes) são substâncias utilizadas na substituição da sacarose (açúcar) com maior poder de adoçar, com o objetivo de reduzir o valor calórico dos alimentos e bebidas dietéticas. São utilizados por indivíduos com diabetesobesidade ou pelos que querem controlar o peso.

A procura por produtos que substituíssem o açúcar foi motivada principalmente pelo aumento de doenças como diabetes e obesidade. Atualmente, os substitutos da sacarose estão sendo direcionados não apenas para o controle de doenças e obesidade, mas também para bloquear o desenvolvimento das cáries dentárias.

 
Existem edulcorantes naturais e artificiais denominados de nutritivos e não nutritivos:

– Nutritivos (que contém calorias): destacam-se a sacarose, o aspartame, a frutose, a glicose e os derivados de monossacarídeos (sorbitol, manitol, xilitol, eritritol) e os derivados de dissacarídeos (isomatitol, lactitol, matitol, tagatose, trelose).

Não nutritivos (que não contém calorias): correspondem à sacarina, ao acessulfame-k, à sucralose, ao neotame, ao alitame, à neoesferidina, à taumatina, ao ciclamato e o esteviosídio.

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Adoçantes não garantem redução de calorias

A substituição do açúcar por edulcorantes não necessariamente garante redução de calorias, pois alguns produtos aumentam a quantidade de gordura na formulação, um exemplo são os chocolates dietéticos. Portanto, é imprescindível a leitura dos rótulos dos produtos. Trocar bebidas adoçadas com sacarose por edulcorantes reduz o valor calórico do alimento e menor estímulo à insulina, sendo indicado para o controle de peso e diabéticos. Adoçantes não engordam, pelo alto poder de adoçar são usados em pequenas quantidades, muitos não possuem valor calórico e os que possuem contribuem com baixo valor calórico.
Diferentes tipos de adoçantes
Divididos entre os tipos naturais e os artificiais, os adoçantes podem, sim, trazer benefícios à saúde, quando consumidos da maneira correta. Aqui algumas explicações de quais são as diferenças entre os principais adoçantes:
·         Acessulfame-K
É um edulcorante artificial derivado do ácido acético. “Não é metabolizado pelo organismo e possui sabor doce facilmente perceptível, até 200 vezes maior do que o do açúcar. Porém, em grandes doses, deixa gosto residual amargo. Não afeta a glicemia, não causa efeitos tóxicos ou cáries”, destaca Tatiana.
·         Aspartame
A substância é o resultado da combinação entre os aminoácidos fenilalanina e o ácido aspártico. “Tem sabor doce de até 200 vezes mais que o do açúcar e deixa sabor residual. Possui 4 calorias por grama. Segundo a Anvisa, a fenilalanina liberada pelo aspartame não representa risco à saúde, mas ele deve ser evitado por pacientes com fenilcetonúria, assim como todos os alimentos que possuem fenilalanina”, diz a nutricionista Tatiana.
Ela acrescenta que esse tipo de adoçante não deve ser levado ao fogo, mas pode ser usado em bebidas quentes. Serve bem como adoçante de mesa e pode ser adicionado a receitas de sobremesas frias e a produtos lácteos.
·         Sacarina
É um adoçante artificial derivado do petróleo. “Não é metabolizado pelo organismo e possui sabor residual amargo e metálico, devido às impurezas que contém. Tem poder adoçante 500 vezes maior que o do açúcar. Não possui calorias”, explica Tatiana Brizida.
Ainda de acordo com a profissional, seu consumo é liberado pela Anvisa e FDA (agência americana de controle de alimentos e remédios). No Canadá, é proibido devido a estudos que comprovam malefícios, como indução ao câncer.
·         Estévia
É extraído das folhas da Stévia Rebaudiana Bertoni, planta originária da América Latina. Não fermenta e nem causa cáries. “Apresenta sabor doce prolongado, com poder adoçante de 100 a 300 vezes maior do que o do açúcar. É estável em altas temperaturas”, diz a nutricionista Tatiana.
Ela acrescenta que qualquer pessoa pode consumir os adoçantes com 100% de estévia. Mas é importante observar, ainda de acordo com a profissional, que a maioria das marcas comercializa a estévia em associação com o ciclamato e a sacarina.
·         Xilitol
É um poliálcool encontrado em frutas, vegetais e cogumelos com ação anticariogênica. “Tem poder adoçante similar ao da sacarose. Possui valor calórico de 2,4 calorias por grama, e efeito laxativo com doses maiores que 60g por dia.
·         Frutose
É um tipo de açúcar extraído das frutas e do mel, sem reações químicas. Seu sabor doce é acentuado, sem deixar gosto residual, com poder adoçante 173 vezes maior que o do açúcar. Possui 4 calorias por grama. Quando aquecida, a frutose carameliza, dando liga às receitas, sem perder seu poder adoçante.
·         Sucralose
É obtido por meio do processo de inversão da molécula de sacarose. Não apresenta sabor residual amargo ou metálico, não causa cáries ou câncer e é atóxico. Não é metabolizado pelo organismo, sendo excretado pela urina. Tem sabor doce acentuado e não residual, poder adoçante de 400 a 800 vezes maior que o do açúcar. Não possui calorias e é resistente a altas temperaturas.
O que eu mudei:
Li essa notícia no metrô:
“Um pesquisador brasileiro da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descobriu que a troca do açúcar pelo adoçante pode funcionar como armadilha para o corpo e aumentar a vontade de comer doce.
De acordo com o estudo, a língua faz distinção entre o açúcar e o adoçante, mas o cérebro não. Isso ocorre pois os alimentos ricos em açúcar provocam sensação de prazer e liberação de dopamina no cérebro.
Com os adoçantes não provocam esse efeito, as pessoas buscam por doces mesmo depois de usar o adoçante.”
 
E decidi parar imediatamente o consumo de adoçante. Aqui em casa, todos são adeptos do costume porque minha avó tem diabetes e nos acostumamos a toma-lo.
Comecei a pesquisar sobre qual seria a ‘troca’ mais em conta –tanto pelo valor, quanto pela minha alimentação- e decidi começar a usar o açúcar orgânico.
Açúcar Orgânico – O diferencial é que a cana utilizada em sua fabricação é cultivada sem fertilizantes químicos. O açúcar orgânico utiliza processos apoiados na sustentabilidade do meio ambiente, desde o plantio até a etapa final. Suas características nutricionais se assemelham com as do açúcar mascavo. Portanto, apresenta uma quantidade maior de vitaminas e minerais em relação ao açúcar refinado.
 
 
Tem um mês que estou fazendo uso dele e minha vontade por doces diminuiu drasticamente.
Recomendo utilizar o açúcar orgânico até em receitas de doces!
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