08.01.2017

Resenha: #GIRLBOSS

#GIRLBOSS

Autor: Sophia Amoruso
Ano: 2015
Editora: Penguin
Páginas: 248
Mais informações: Skoob (4,3)

Sinopse: Sophia Amoruso passou a adolescência viajando de carona, furtando em lojas e revirando caçambas de lixo. Aos 22 anos ela havia se conformado em ter um emprego, mas ainda estava sem grana, sem rumo e fazendo um trabalho medíocre que assumiu por causa do seguro-saúde. Foi aí que Sophia decidiu começar a vender roupas de brechó no eBay. Oito anos depois, ela é a fundadora, CEO e diretora criativa da Nasty Gal, uma loja virtual de mais de 100 milhões de dólares, com mais de 350 funcionários. Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade; o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.

PERSONAGENS E AUTORA

A personagem desse livro é a própria escritora, Sophia Amoruso, que escreve em 1º pessoa, narrando os perrengues que passou até chegar onde está: criadora e CEO da loja vintage Nasty Gal, uma empresa milionária.

E acredite, essa não é mais uma daquelas biografias chatas de alguém que cresceu em uma família influente e obteve sucesso na carreira escolhida, tornando-a mundialmente famosa. Nope. Essa é a história de uma menina-problemaê sociedade malvada–  que é introspectiva, nunca se adaptou á vida escolar e sempre preferiu brechós e roupas de segunda mão.

A escrita é leve, descontraída e cheia de palavras informais da língua inglesa (pois é, eu li o pdf em inglês) para aproximar todas mulheres interessadas no empoderamento feminino e em palavras de motivação.

ENREDO

#GIRLBOSS é uma auto biografia que mostra por trás das cortinas tudo o que Sophia passou nos seus primeiros 20 anos e também é um motivador que fala sobre o poder que temos em escolher qual rumo que nossa vida tomará á partir de cada decisão feita. Contando detalhes as coisas que ninguém imagina que uma mulher poderosa como ela já tenha feito (tipo o bafafá que deu sobre ter revelado que sua primeira venda online foi de algo que ela roubou) e dá dicas de coisas que nós não deveríamos fazer, por exemplo, em uma entrevista de emprego.

É perceptível que Sophia segue a teoria da atração e que não deixou de lado a parte do esforço mental e braçal em cada passo dado, mesmo depois do alcançado sucesso. Além de não deixar o sucesso e o $plimplim$  subir á cabeça.

Dicas importantes sobre a repetição de palavras e pensamentos negativos, como se portar quando estiver – e finalmente alcançar – a carreira e o prestígio desejado.

PARTE VISUAL

A capa é uma das mais amadas por blogueiras, fashionistas e executivas: pra todo lado que você olhar, ele estará lá. Simplesmente porque Sophia está na capa, fazendo sua pose #BADASSKICKER, mostrando o poder que toda mulher tem. Além da hashtag que dá nome ao livro #GIRLBOSS, que diz tudo e desconstrói a ideia de que toda mulher no topo de uma empresa é bossy, gíria na língua inglesa para mandona.

Dentro do livro, você encontra pensamentos inspiradores de famosos, depoimentos de outras mulheres empreendedoras e as ilustrações as maravilhosas com mais frases ‘tapa na cara’ como a foto aqui embaixo.

CONCLUSÃO

Ainda não entendo porque demorei tanto tempo para começar a leitura desse livro! E este é um daqueles que você engole em poucas horas, sem perceber.

É extremamente inspirador sobre a vida de uma pessoa que poderia ser eu ou você. Se você acha que não nasceu para trabalhar com algo, por não ter ‘se encontrado’ e se acha um fracasso em tudo que faz? Você PRECISA ler esse livro!

E aí, já lerau esse livro? Ficou com vontade de ler? Você conhece algum outro livro com esse mesmo assunto? Vamos bater um papo aqui nos comentários!

 

18.08.2016

As artes feministas de JoannaThangiah

Fuçando o instagram, no começo do ano, encontrei a Joanna Thangiah, uma artista de Sydney, Austrália.

Eu não sabia de onde ela tinha saído ou como tinha começado a desenhar até que ela publicou, no instagram, um post dizendo ” Porque eu não desenho personagens magras” me chamou a atenção. @joannathangiah

joannathangiah

“Eu tive problemas com disturbio alimentar por quase 10 anos; as calças no meu guarda roupa eram de tamanhos 6-16(Australian).

Se você sofre de algum disturbio alimentar você saberá o quanto isso é ruim!

Isso não é sobre seu peso ou medidas, its negative impacto que existe no seu estado mental.  

A constante obcessão sobre comida, exercícios, e o que outras pessoas pensam sobre é tão debilitante!  

Eu tive problemas com isso e eu continuo a lidar problemas como deixar a casa porque eu odeio pessoas me olhando, eu pinto meu cabelo de roxo porque para mim é a razão do porque as pessoas me encara

Desde que comecei a ir para a terapia isso começou a aparentar que a maioria das pessoas na rua na verdade nem davam moral sobre eu ser gorda, mas a ansiedade ainda está lá mesmo mas tem diminuído.

No momento que eu me relaciono sobre ser magra com morrer de foma, minha mente racional sabe que nem todas as pessoas morrem de fome e que existem pessoas magras que são saudáveis, mas ter disturbio alimentar faz com que você seja irracional.

Eu venho me recpenrando pelos últimos dois anos e eu ganhei 20kg nesse período de tempo.

Eu estou feliz com o meu ganho de peso? Não mesmo mas eu sou a pessoa mais feliz que eu já fui em minha vida inteira e isso significa mais para mim do que como eu engordei.

Uma das outras razões que eu comecei a desenhar esses personagens era para me ajudar a me aceitar e amar a garota gorda que eu sou.

Eu tenho encontrado tanta inspiracional e amadas pessoas nessa jornada e eu estou tão agradecida e abençoada por fazer parte dessa comunidade.

Nesse momento, meu objetivo é ser saudável, mentalmente e psicológicamente.

Se eu quero perder peso? Sim, mas não como o custo da sanidade. Eu sei que eventualmente eu vou desenhar uma personagem magra mas antes disso a acontecer minha mentalidade tem que mudar e eu não sei em quanto tempo isso vai levar, tudo que eu posso dizer para vocês é que eu estou trabalhando nisso.  #feminism

@joannathangiahEu talvez possa não saber cozinhar mas eu estou certa pra caralho que eu posso comer!@joannathangiahTire todas as selfies que você quiser! Você merece se sentir fofa pra caralho. @joannathangiahNão gosta quando alguém da sua etnia namora alguém de fora da sua cultura? Tó aqui uma maquina, aproveite sua viagem de volta. @joannathangiahQueridos pais, ao invés de lamentar o comportamento dos seus filhos na cultura das celebridades, porque você não começa uma conversa aberta com eles? @joannathangiahSeria maravilhoso usar a roupa que você quiser sem ser sexualizada@joannathangiahHoje eu vou tentar e não ser insegura.@joannathangiahAs alegrias de não ser considerada para um emprego por causa do seu nome étnico. @joannathangiahNós devemos urgentemente parar de usar a palavra gordo como um insulto. 

Confesso que quando li essas palavras da Joanna, me encontrei muito no que ela vem passando, o que me fez criar esse post e dar mais suporte ao trabalho dela.

Além de vender os prints dos desenhos, ela tem algumas estampas bem legais (tipo um morango-vagina e uma banana-pênis) em alguns modelos de roupas na sua lojinha.  Quer conhecer a lojinha dela? Dá um olhada aqui.

BEDA 2016

 

03.03.2016

5 personagens femininas que me inspiram

5 personagens femininas que me inspiram

Decidi citar apenas 5 personagens femininas que me inspiram por motivos de: vocês ficariam pelo menos três dias lendo sobre mulheres maravilhosas aqui.

Na verdade, escolhi apenas duas personagens. As outras três foram mulheres reais. E muito reais.

Charlotte BrontëCharlotte Brontë

” O coração humano tem tesouros ocultos, no silêncio mantido os pensamentos, as esperanças, os sonhos, os prazeres, cujo os encantos se quebram se revelados.” 

Para quem não reconhece esse nome, fiz a resenha do livro Miss Brontë mês passado. Ela é uma das irmãs Brontë, escritoras de 1800.

Imagine que nessa época, mulheres não poderiam escrever, muito menos escolher os livros que leriam – tudo passava previamente pela mão dos maridos e/ou pais e irmãos.

Quando Charlotte lançou Jane Eyre e todos descobriram que uma mulher tinha escrito aquele livro, tudo foi considerado muito vulgar. Onde já se viu uma mulher pensante, que enfrentava o patrão?!

Mesmo hoje, em pleno 2016, seus livros causam torpor para quem lê e enxerga todas as lutas que a personagem de seu livro superou.

Daenerys Targaryen Daenerys Thagaryen

“Há assim tão grande distância entre a loucura e a sabedoria?”

Nas últimas temporadas ela tem se mostrado meio cabaça, confesso. Tendo umas atitudes bem ‘por… por quê você tá fazendo isso, miga?!’ mas a Daenerys não dá o braço á torcer (mesmo fazendo escolhas erradas) quanto a decisões. Ela bate o pé e manda os dragões para cima sem medo do que pensem depois… Se sobreviverem.

Simples ensinamentos de Daenerys:

  • Se cair, levante.
  • Prepare-se sempre para o que está por vir.
  • Fale várias línguas, vulgo –  não se feche em um mundinho medíocre. Seja mais.
  • Aprenda com os erros.
  • Seja você mesma, não importa o que pensem á respeito.

Frida Kahlo Frida Kahlo

“Ao fim do dia, podemos aguentar muito mais do que pensamos que podemos”

Modinha de estampas étnicas á parte, essa mulher de olhar sombrio apareceu em minha vida com 14 anos, em uma exposição que visitei com o pessoal da escola. Lá, o clima pesado das obras da mexicana mexera comigo pesadamente: eu precisava saber mais dela.

A visão superficial que as pessoas tem dela é que Frida defendia sua posição como mulher depois de passar por um casamento tumultuado mas ninguém sabe a batalha mental de cada uma de nós. Ser humano é difícil, independente da época de existência. Ela passou por abortos, tentativa de suicídio, se mutilava e ainda assim, tinha forças para transpor em quadros sua dor.

J. K. Rowling

J. K. Rowling

“Nunca se envergonhe, sempre existirão aqueles que serão contra você, mas eles não merecem a mínima atenção.”

Queridinha de 10/10 jovens que amam a saga Harry Potter, muitos não conhecem toda a história de vida da criadora do mundo bruxo.

Quem ainda não assistiu ao filme A Magia além das palavras, é parada obrigatória para quem acha que a J.K. hoje é a mulher mais RYCA de UK por causa de um mero livro. Tudo que ela passou: desde um casamento abusivo em outro país e ter sido a melhor mãe solteira do mundo é exemplo para várias mulheres que passam pelo mesmo.

LagerthaLarghertha

“Não conseguiria me matar nem se tentasse por 100 anos.”

Sabe a palavra ‘embucetada‘?! Essa M-O-L-I-E-R é porrada, tiro e bomba. No primeiro episódio de Vikings  ela mostra que não é um personagem bonitinho, que procria e aceita as regras impostas pela sociedade que vive. Ela grita, mete a espada e comanda.

Com o desenvolver das temporadas, você vai ficando mais de cara ainda com essa mulher de personalidade. Não aceita traição, decide se tornar líder e domina a Shield Wall (parede de escudos) durante as batalhas.

Não é só por que não estamos em uma comunidade Viking, que devemos aceitar tudo que nos for imposto, não é?!

Sempre que penso o quão frágil uma mulher pode ser, lembro de cada uma dessas aí em cima.

Agora para lembrar do quão forte mulheres podem ser, eu olho para essa foto aqui em baixoA Bela, não a Fera: Mulheres da minha vida. Foto do bday do ano passado: Irmã, Mãe e Vó ♥ – todas com suas histórias de superação, entre eles casamento abusivo, traição e ser chefe de família.Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo Blogueiros Geek.

Esse post faz parte da blogagem coletiva do grupo Blogueiros Geek.

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