14.01.2018

Felicidade é um estado de espírito

 

Muitas pessoas perseguem esse tal sentimento por toda a vida e mal sabem que a Felicidade é um estado de espírito.

Acreditam que ser proletáriados, ter uma casa, casar e ter filhos, no final, isso dará um ticket exclusivo para a felicidade.

Alcancei a felicidade em uma noite de sábado.

Ontem foi aniversário de um amigo e ele fez uma festa. Com toda pressão que estou tendo com a adaptação aqui na Finlândia e as crises de ansiedade, não estava 100% alegre em ir na comemoração.

E lá fui eu, com meu jeito de participar de eventos sociais: ou eu sou a primeira a chegar e aí não que comprimentar ninguém ou vou com alguém. Como a festa era na casa da minha amiga, fui a primeira chegar e enquanto ela terminava de se maquiar, eu fiquei com ela no banheiro até que metade dos convidados chegarem.

Hoje em dia eu não gosto mais de beber alcool e levei seis latinhas de cidra de maçã (fico bêbada com uma já, acreditem!)

Sentei em um canto, que normalmente é encostado em alguma parede para ver todo o local que estou e que também é o único assento que vou ocupar a noite toda (se alguém sentar nesse lugar, tenho tendências de ficar em pé ou sentar no chão hahaha).

Aos poucos as pessoas foram chegando, se apresentando e eu relaxando por conta do alcool. Consegui ignorar pelamente as reclamações daquela amiga negativa e fiquei confortável com o meu próprio silêncio, escutando as pessoas ao redor falando em inglês, espanhol e finlandês (esse último que hoje em dia entendo por causa das aulas de finlandês nesse post aqui).

Tenho uma amiga finlandêsa que é muito especial pra mim, tem as mesmas piras com bandas, gosta de cabelo colorido e não bate muito bem da cabeça. Quando ela chegou, parece que meu espírito se conecta com o dela e uma das duas está meio tristinha, a outra faz com que a aura se alegre. Conversamos sobre planos para o verão e como tem sido os últimos dias.

Algumas pessoas sentaram ao meu lado para conversar sobre minhas tatuagens, esse pelo menos é um tópico que sei do que estou falando e consigo fazer mais levemente. O alcool também foi ajudando na leveza.

Aqui na Finlândia a lei do silêncio é real: não importa se você está assistindo um filme com volume alto, dançando no Just Dance ou dando uma festa de arromba, se você tiver um vizinho irritado, eles vão chamar a polícia. A polícia vem amigávelmente e pede para abaixar o som e talvez te dê uma multa de 50 euros.

Outra coisa aqui é que quando tem festa, ela tem que acabar em torno das 11 da noite porque essa é a hora para o último ônibus que sai sem pagar a taxa noturna ( a passagem de ônibus é 3 euros e depois da meia noite 6 euros).

Logo após a polícia deixar o prédio fomos para o centro, em uma danceteria que fica no terrério do shopping. Eu também não sou uma pessoa de bar e danceteria (meu negócio é show de rock!!!) então minha pressão mental começou novamente antes mesmo de deixarmos a casa do meu amigo.

No ônibus é proibido beber mas sabe como é, a galera faz mesmo assim e foi uma viagem divertida até o centro.E lá, não conseguiram se decidir onde iriam, foi aí, que andando pelo centro, vendo meus amigos ao redor se divertindo, olhei ao meu redor e o estado de espírito me pegou de uma forma que me senti completa, feliz.

Se eu morresse naquele instante, eu seria grata por aquele momento ( e por todos os outros em que me trouxeram alegria mas eu não soube detectar).

Durante o resto da noite, senti meu espírito completo e meu coração quentinho vendo todos se divertindo, e eu sem me forçar a nada, sentada em um canto para assistir a todos.

Na volta pra casa, eu e meu amigo brincamos de chutar os blocos de neve e arrastar pelo caminho, corremos um atrás do outro na rua escura e silenciosa enquanto todos dormiam.

Lembro do mesmo sentimento, mas de forma diferente, quando estava pelo centro de São Paulo a noite enquanto a maioria das pessoas dormiam mas mesmo assim, São Paulo não dorme e aqui o silêncio domina.

Assim que acordei, senti que precisava escrever sobre isso depois de tanto tempo sem escrever sobre sentimentos, que é a melhor parte de mim.

Se você ainda procura a felicidade, tente ser presente nos momentos e seja você mesmo que ela te alcançará e você sentirar ser preenchido com algo bom.

31.12.2017

Última página do ano de 2017 📚

Estou sentada na sala de uma amiga, enquanto ela e meu outro amigo jogam video game e como trouxe o laptop comigo, decidi escrever na última página do ano de 2017

Este ano foi meio tenso pra mim (pra quem não foi?!) já que passei por muitos problemas com minha saúde mental (muito tempo ocioso causa isso, minh@s querid@s!) mas focarei nas coisas boas porque as ruins sempre são mais fáceis de relembrar.

Conheci pessoas amáveis que completaram o meu existir na terra do Papai Noel. Os mesmos trouxeram alegria para meus dias e festas para acalmar a saudade do meu país e da minha família. Comemorei a liberdade de expressão e de ser quem você é na Parada LGBT, passei dois dias em um chalé no ápice do verão finlandês, participei de uma festa de halloween e um jantar de Thanksgivin’

Me afastei de hobbys que sempre amei por não ter motivação em fazê-los. Li menos, escrevi menos, assisti menos séries e filmes. Tudo menos. Mas senti muito. E por isso me reinventei e me reencontrei. 

Definitivamente, viajeimentalmente e carnalmente – para vários lugares e momentos únicos. Fui em um festival de rock e em uma excursão para outra cidade por causa do canal, fui para a Bélgica 🍫 visitar meus sobrinhos e para a Estônia🚢 passear de navio cruzeiro.

Comemorei minhas 27 voltas completas ao redor do sol, que meu pai saiu bem de uma saúde de emergência e os 100 anos de independência do país que me acolheu. 

Comecei a estudar finlandês e me sentir mais confiante por finalmente entender o que as pessoas falam ao meu redor – principalmente quando falam de mim! Na escola, conheci pessoas de 14 países diferentes e comi comidas tradicionais de cada cultura. 

Mudei meu cabelo radicalmente três vezes: cortei curtissímo, pintei de cobre e depois de vinho. 

O Canal do A Bela, não a Fera alcançou 5.000 inscritos, postei em torno de 103 vídeos e experimentei snacks da Noruega, Bélgica, Holanda e Estônia

O ser humano é insatisfeito por essência e sei muito bem o quanto sou grata aos momentos que tive esse ano, mesmo desejando mais do que aconteceu. 

Eu aprendi que coragem não é a falta de medo mas o triunfo sobre o medo. Uma mulher corajosa não é a que não sente medo mas a que conquista esse medo. 

Então, nesta última página do ano de 2017, quero desejar á todos que estiveram, estão e estarão presentes na minha vida muitas realizações, conhecimento pessoal e paz no ano que chegará nas próximas horas! 

E fique com essa imagem de paz. 

E pra você, qual foi o momento mais marcante do ano?!

22.12.2017

Art Hunt in Backwoods Paradise – Mänttä : Finland

Art Hunt in Backwoods Paradise – Mänttä : Finland

Dias desses participei de uma super aventura, o Art Hunt in Backwoods Paradise (Caçada á artes no paraíso atrás da floresta) Mänttä : Finland proporcionada pelo Adventure Apes.

Então este será um post longo e cheio de fotos, espero que curtam!

A aventura começou em Tampere, na Estação de trem onde o grupo de 9 pessoas de diferentes países (Japão, Coréia do Sul, Vietnam, UK, Rússia e euzinha) foram convidados pela empresa Adventure Apes. Nossa viagem de 1h20 (95km) nos levaria até a cidade Mänttä, que fica mais pelo centro da Finlândia

Tem um vídeo lá no facebook do Adventure Apes se você quiser ver a aventura pelos olhos da equipe! 

Art Hunt in Backwoods Paradise foi criado para explorar o complexo de museus pela cidade de Mänttä, que importava muito papel no começo do século passado. Juntamente, uma brincadeira de caçar caveiras por lá!

Isso mesmo, você leu CAÇAR CAVEIRAS!

Existem cinco caveiras escondidas pela cidade de arte Mänttä, que apesar de pequena é completa de riquissímas histórias que poucos conhecem.

O nome da cidade Mänttä-Vilppula vem de duas cidades: Mäntta e Vippula que fizeram uma fuzão em 2009! Me pergunto como decidiram a melhor forma… Alfabética

A tarefa nesse passeio seria encontrar as cinco caveiras escondidas, que são conectadas de uma forma ou outra á patronagem da arte na Finlândia e da história da renomada empresa Serla de papéis, com duração de dois dias em várias destinações.

Com ouvidos atentos para escutar as histórias que nos contaram, para observar minunciosamente os lugares que visitamos, para encontrar as caveiras

Ficamos hospedados no Honkahovi Art Hotel que te leva imediatamente para uma visão da floresta e lago, coisas tão comuns do dia a dia na Finlândia. 

E que visão do meu quarto! Fiquei com o quarto do pai, ou seja o quarto que era do antigo dono da empresa de papel. 

Acredito que todos que embarcaram nessa aventura não sabiam nadinha sobre a história da família Serlachius ou da renomada marca de papel Serla. O nome Serlachius veio do fundador do moinho, Gustaf Serlachius, que com toda motivação e determinação, construiu um moinho de papel no meio do nada, no século passado. 

Depois de deixarmos nossas mochilas nos respectivos quartos, pegamos os famosos pauzinhos da caminhada nórdica e caminhamos pela floresta, com neve na altura dos tornozelos e uma chuva de neve! Eu não imaginava que a caminhada nórdica aquecesse tanto o corpo! Também passamos na frente da renomada fábrica de papel: the Serlachius Paper Factory.Nossa primeira parada foi no restaurante Mäntän Klubi que é popular pelo seu restaurante e por ser hosts de eventos. 

O cardápio do dia trouxe saladas, carne com molho de pimenta e waffles com geleia de sobremesa.  Lá começou nossa primeira caçada ás caveiras! Que estaria escondida em um quarto secreto, que foi descobertos anos mais tarde e que hoje seria um quarto em númeração ímpar. Logo na sequência, caminhamos para the Gustaf museum. Fomos recebidos (eu, na verdade tomei um susto porque estava de costas para a escadaria) pela secretária da fábrica, Rebecca! Ela nos levou para uma atmosféra dos anos 50, fazendo conosco uma entrevista bem detalhada para os cargos que poderiamos ter por lá. 

A indústria precisava de pessoas para ocupar vários cargos como cozinheiro, entregador de correspondência, cortador de madeira ou datilografador (quem escrevia em máquina de escrever!), por exemplo. Participamos de uma oficina para fazer nosso próprio papel – daquela forma bem Art Attack com papel usado, cola e água. 

Aproveitei parar tirar algumas fotos da exposição sobre a trajetória dos Serlachius, todo feito de papel e com audio em inglês! Outra exposição com pinturas de todos os estilos.Já era noite quando fomos levados para o museum Gösta, que era uma das antigas residências da família Serlachius com um anexo á uma nova e moderna área feita para exposições e restaurantes. A família por si, tinha uma extensa coleção de arte, inclusive um Monet

Lá procuramos por mais uma caveira com seu misterioso passado. 

Visitamos a vinícula, que foi pintada por Irina Bäcksbacka quando tinha apenas 16 anos. 

Um momento pela loja de suvenirs e eu comprei esses dois postais (Sou a loca do PostCrossing mas também amo ter os meus queridinhos!). Depois fomos mimados no the Restaurant Gösta.Para finalizar a noite, pensando eu que depois de todas essas novidades voltariamos calmamente para o hotel…

Fizemos 40 minutos de caminhada pela floresta, sem luzes e neve na metade da perna. A paz que a natureza me trás e o tombo que tomei ao caminhar e tentar olhar para o lago ao mesmo tempo… Dinheiro nenhum paga por isso! Como eu era a última da fila, vim acompanhada de uma moradora local (Päivi, que por sinal tem uma casa rosa tão fofa!) em que me contou sobre o passado da cidade e sobre ursos e lobos!

No hotel, tive meu primeiro banho de banheira para relaxar e depois ficamos conversando sobre a vida na biblioteca. Essa sou eu, me sentindo a Bela na biblioteca da Fera.

A manhã do dia 13 começou com um café da manhã reforçado e uma imensa janela de frente para o lago. Que pintura! Que visão daquela janela. Fiquei imersa em tempos longinquos pensando sobre tudo isso, como sempre devaneio. Após o café da manhã, procuramos por mais uma caveira!

Sim, uma caveira no nosso hotel! Ela estava escondida onde o dono da residência fugia da realidade para tomar um vinho (a maioria das casas antigas tem um subsolo com uma vinícula!)

De volta ao museu Gösta, Rebecca com seus trajes de ajudante do Papai Noel ( Tonttu, em finlandês) nos levou a um caminho de perguntas sobre o Natal, numa pequena ilha. Que lugar mais encantador! Acredito que Elfos e Fadas amem aquela região! 

photo by Natalia Gromova

Photo by Lauren Stevens

Photo by Ellen Nguyen

Para esquentar, caminhamos para uma pequena casinha de madeira, que na verdade era um café super confortável, para nosso almoço. 

Vocês mal podem imaginar minha cara quando o Papai Noel apareceu, contando que estava feliz por ter tanta neve ao redor para poder pousar suas renas! Trouxe também presentes para todos nós: suvenirs do museu Gösta!De lá fomos até a pequena estação de trêm de Vilppula para finalizar nossa aventura. Foi lá que tiramos essa maravilhosa foto de grupo!

Um pouco de FoodPorn no Art Hunt in Backwoods Paradise:

Dinner Menu

Sopa cremosa de abóbra preparada com temperos natalinos.

Fasão com herbais e maionese.

Peixe local com alcachofra de Jerusalém, couve flor grelhada, molho beurre blanc .

Mousse de chocolate com biscoito de cárdamo e sorvete de lingonberry.

Almoço Natalino!

Tem mais PornFood lá no story do instagram @carapinheiroo

9 motivos para visitar Art Town

  • Exibições únicas em um museu que já ganhou um Award, a casa de um dos países Nórdicos com a maior coleção de arte.
  • Experiência na história da utopia da legendária indústria de papel.
  • Um dos restaurantes de melhor qualidade dos museus da Europa.
  • Arquitetura fascinante e construção de madeira que parece pertencer á floresta.
  • Natureza e cultura: curta arte, bicicletas, caminhada Nórdica e remo no lago. 
  • Arte na natureza: um parque com esculturas.
  • Exposições temporárias com grandes artistas finlandêses: novos e antigos.
  • Uma experiência memorável em uma cidade isolada e cheia de cultura.
  • Cidade de fácil acesso com o próprio ônibus saindo de Tampere. 

Foi um prazer participar de uma caçada á arte, no coração da Finlândia, que muitos não conhecem e que foi totalmente em inglês! Me senti super á vontade por todo o tempo, já que finlandêses falam inglês mas muitas vezes preferem ficar em silêncio. 

Não sei como agradecer por ter participado dessa aventura maravilhosa proporcionada pelo Adventure Apes, nossa guia Heidi, o camera man Joni e todos os envolvidos na Art Town em Mänttä-Vilppula.

I don’t know how to how to thank you for taking part in this wonderful adventure provided by Adventure Apes, our guide Heidi, camera man Joni and everyone involved in Art Town in Mänttä-Vilppula.

Feliz Natal para todos! Hyvää Joulua kaikille!

PS: O canal també terá vídeo logo menos!

Você participaria de tal aventura? 

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